Por Que o Motor Não Pega com Sensor de Rotação Defeituoso? Entenda os Sintomas, Diagnóstico e Soluções

Saiba como o sensor de rotação influencia na partida do motor, quais os sinais de falha, como identificar o problema e resolver com segurança.

Por Isabela Justo / 04/04/2025

Quando o motor não pega, um dos primeiros pensamentos é verificar a bateria, o combustível ou a chave do carro. No entanto, um dos vilões silenciosos que podem impedir o veículo de funcionar é o sensor de rotação defeituoso. Esse pequeno componente, muitas vezes esquecido, tem um papel essencial para que o motor entre em funcionamento corretamente.

Os carros modernos contam com diversos sensores eletrônicos que trabalham em conjunto com a central eletrônica (ECU) para controlar o desempenho do motor, a injeção de combustível, a ignição e outros sistemas vitais. Sem essas informações, a ECU não consegue fazer os ajustes corretos — e isso pode impedir até mesmo que o motor ligue.

Entre todos esses sensores, o sensor de rotação (também conhecido como sensor do virabrequim) é um dos mais importantes, especialmente durante a partida. Ele é o responsável por informar à ECU a posição exata do virabrequim, permitindo que o sistema sincronize o tempo de ignição e a injeção de combustível. Quando esse sensor está com defeito ou para de funcionar, o carro simplesmente não consegue ligar.

Neste conteúdo, você vai entender por que o motor não pega com sensor de rotação defeituoso, quais são os principais sintomas desse problema, como ele pode ser diagnosticado corretamente e o que fazer para resolver a situação de forma segura e eficiente. Se você está enfrentando dificuldades para dar partida no seu veículo, este guia completo pode ajudar a esclarecer todas as suas dúvidas.

 

O Que é o Sensor de Rotação e Para Que Serve?

O sensor de rotação é um componente eletrônico essencial no sistema de gerenciamento do motor de veículos modernos. Também conhecido como sensor do virabrequim, ele tem a função principal de informar o giro e a posição do eixo do virabrequim à unidade de controle eletrônico do motor, conhecida como ECU (Engine Control Unit).

De forma simplificada, esse sensor "lê" o movimento do virabrequim — o eixo responsável por transformar o movimento dos pistões em rotação — e envia essas informações em tempo real para a central eletrônica. A partir desses dados, a ECU consegue calcular o momento exato para injetar combustível e gerar a faísca na vela de ignição, garantindo que o motor funcione de forma sincronizada e eficiente.

Essa sincronia entre o giro do virabrequim e o tempo de ignição é chamada de sincronismo de ignição e injeção. Sem o sinal correto vindo do sensor de rotação, a ECU perde a referência sobre em qual fase do ciclo o motor está. Isso prejudica o funcionamento e, muitas vezes, impede que o motor ligue.

Durante a partida do veículo, o papel do sensor de rotação é ainda mais crítico. Ele é responsável por "avisar" à ECU que o motor está girando, permitindo o acionamento da bomba de combustível e o envio da faísca para iniciar a combustão. Se o sensor de rotação estiver com defeito, esse sinal não chega à ECU, o que pode resultar em falha completa na partida.

Além disso, ao longo do funcionamento do motor, esse sensor continua fornecendo dados para manter o sincronismo e o desempenho ideal, evitando falhas, consumo excessivo de combustível e emissões irregulares.

Portanto, entender o que é o sensor de rotação e como ele atua ajuda a diagnosticar corretamente situações em que o motor não pega, além de evitar erros comuns que podem levar a trocas desnecessárias de outros componentes.

 

Por Que o Motor Não Pega com Sensor de Rotação Defeituoso?

Um dos problemas mais comuns enfrentados por motoristas é quando o motor não pega, mesmo com bateria carregada e combustível no tanque. Nesses casos, um dos principais suspeitos deve ser o sensor de rotação defeituoso — e isso tem uma explicação técnica bastante clara.

A ECU (Unidade de Controle Eletrônico), também chamada de módulo de injeção, precisa de informações precisas para dar início ao processo de partida do motor. Duas dessas informações são fundamentais: a posição do virabrequim e a rotação do motor. Quem fornece esses dados é justamente o sensor de rotação. Sem esse sinal, a ECU não libera a faísca nas velas de ignição nem o combustível para os bicos injetores, impedindo que o motor funcione.

Quando o sensor está com defeito — seja por falha elétrica, desgaste, sujeira ou quebra física — ele deixa de enviar o sinal ou envia informações incorretas. Como resultado, o módulo não consegue sincronizar o tempo da ignição e da injeção, o que torna impossível ligar o motor com segurança e eficiência.

Diferente de outros sensores do sistema de injeção eletrônica, o sensor de rotação é crítico para o funcionamento básico do motor. Sensores como o de temperatura do motor, de pressão do coletor (MAP), ou até mesmo o sensor de oxigênio (sonda lambda), quando falham, podem afetar o desempenho ou aumentar o consumo de combustível, mas dificilmente impedem a partida por completo. Já o sensor de rotação, quando falha, pode travar completamente o sistema de partida.

Um dos erros mais comuns no diagnóstico é pensar que o problema está na bateria, motor de arranque ou bomba de combustível, especialmente quando o motor gira mas não entra em funcionamento. Embora esses itens também causem falhas na partida, é comum que um sensor de rotação com defeito seja negligenciado inicialmente, o que leva o proprietário ou até mesmo o mecânico a trocar peças desnecessariamente.

Por isso, entender a função do sensor de rotação e saber como ele afeta diretamente a ignição e a injeção é fundamental para um diagnóstico preciso e rápido. Identificar que o problema está nesse componente pode economizar tempo, dinheiro e evitar transtornos maiores, como a pane total do veículo em momentos inesperados.

 

Sintomas de Sensor de Rotação com Defeito

Identificar os sintomas de um sensor de rotação com defeito é fundamental para evitar transtornos maiores no veículo e fazer um diagnóstico preciso. Como esse sensor é essencial para que o motor funcione corretamente, qualquer falha em seu funcionamento pode gerar sinais claros de que algo está errado.

 

Motor não pega

O sintoma mais comum de um sensor de rotação com defeito é quando o motor não pega. Mesmo com a bateria em bom estado e combustível suficiente, o carro simplesmente não liga. Isso ocorre porque a ECU não recebe o sinal do sensor e, por isso, não injeta combustível nem envia a faísca necessária para iniciar a combustão.

Dificuldade intermitente na partida

Em alguns casos, o sensor pode apresentar falhas intermitentes, ou seja, funciona de forma irregular. Isso faz com que o motor demore para pegar, principalmente com o motor frio ou em dias úmidos. Esse tipo de comportamento pode confundir o motorista e atrasar o diagnóstico correto.

Apagões do motor em funcionamento

Outro sinal importante é quando o motor apaga repentinamente durante o uso. Se o sensor de rotação falha enquanto o carro está em movimento, a ECU perde a referência da rotação do virabrequim, fazendo o motor desligar. Esse problema pode ser perigoso, principalmente em rodovias ou cruzamentos.

Falhas na marcha lenta

O mau funcionamento do sensor também pode causar instabilidade na marcha lenta. O motor pode ficar oscilando, falhar ou até morrer ao parar o carro em semáforos ou engarrafamentos. Isso acontece porque a ECU não consegue manter o controle adequado da rotação do motor sem os dados corretos.

Luz de injeção acesa

A luz de injeção acesa no painel é um dos primeiros sinais visuais de que há algo errado no sistema eletrônico do veículo. Quando o sensor de rotação apresenta defeito, a ECU geralmente registra um código de falha e acende essa luz de advertência. É importante não ignorar esse aviso e buscar um diagnóstico adequado o quanto antes.

Leitura no scanner com erro P0335

Ao utilizar um scanner automotivo, um dos códigos mais comuns relacionados ao sensor de rotação é o P0335 – Sensor de posição do virabrequim – circuito com mau funcionamento. Esse código confirma que há uma falha na leitura do sinal enviado pelo sensor e reforça a necessidade de verificar o componente, seus cabos e conectores.

Reconhecer esses sintomas de sensor de rotação com defeito ajuda não só a resolver o problema mais rápido, mas também a evitar trocas desnecessárias de outras peças. Um diagnóstico correto evita gastos extras e garante que seu veículo volte a funcionar com segurança e eficiência.

 

Como Diagnosticar o Sensor de Rotação Defeituoso

Diante de falhas na partida, apagões inesperados ou instabilidade no funcionamento do motor, é essencial saber como diagnosticar o sensor de rotação defeituoso. Como esse componente é fundamental para o sincronismo da ignição e da injeção, qualquer falha pode comprometer o funcionamento do veículo. 

Uso de scanner automotivo

O primeiro passo para diagnosticar o sensor de rotação com defeito é utilizar um scanner automotivo. Ao conectar o equipamento à central eletrônica do veículo (ECU), é possível verificar os códigos de falha armazenados no sistema. Um dos códigos mais comuns associados ao sensor de rotação é o P0335, que indica mau funcionamento do circuito do sensor do virabrequim. Esse tipo de leitura ajuda a confirmar a ausência de sinal ou falha intermitente no componente.

Além disso, muitos scanners permitem monitorar sinais em tempo real. Se o motor estiver girando e o scanner não mostrar variação de rotação, isso indica que o sensor não está enviando sinal para a ECU.

Teste com multímetro (resistência e continuidade)

Se o scanner indicar falha no sensor, é possível realizar um teste elétrico com o uso de um multímetro digital. Esse teste mede a resistência e a continuidade dos terminais do sensor de rotação.

  • Para sensores indutivos, deve-se medir a resistência entre os pinos do conector. Valores muito altos ou muito baixos (ou resistência infinita) indicam falha.

  • Também é possível verificar se há curto-circuito ou fio rompido.

  • A ausência de continuidade nos fios também pode indicar rompimento interno.

É importante sempre consultar o valor de resistência ideal no manual técnico do veículo ou da peça.

Inspeção visual do chicote e conector

Muitas vezes, o defeito não está no sensor em si, mas no chicote elétrico ou no conector. Por isso, é fundamental realizar uma inspeção visual cuidadosa:

  • Verifique se há fios quebrados, mal encaixados ou corroídos.

  • Procure sinais de oxidação, sujeira ou presença de óleo, que podem interferir na leitura do sensor.

  • Confirme se o conector está bem firme e sem folgas.

Falhas de contato ou má vedação podem simular sintomas de sensor queimado, levando a erros de diagnóstico.

Teste com outro sensor funcional (em oficinas)

Em oficinas mecânicas, é comum fazer o teste substituindo o sensor suspeito por um sensor de rotação funcional e compatível. Se o motor voltar a funcionar normalmente, é sinal de que o sensor antigo realmente estava defeituoso. Esse método prático é eficiente quando os testes com scanner e multímetro ainda geram dúvidas.

Essa troca temporária é ideal para evitar compras desnecessárias, principalmente em casos de falhas intermitentes difíceis de identificar.

Diferença entre sensor indutivo e sensor do tipo hall

Na hora do diagnóstico, é importante saber se o seu carro utiliza um sensor de rotação do tipo indutivo ou um sensor hall, pois o funcionamento e os testes são diferentes.

  • Sensor indutivo: gera uma tensão alternada à medida que o virabrequim gira. O multímetro pode medir resistência e sinal de tensão.

  • Sensor hall: utiliza alimentação elétrica (geralmente 5V ou 12V) e emite um sinal digital. Nesse caso, o teste é feito com os fios conectados, e o sinal é analisado em tempo real (com osciloscópio ou scanner com leitura gráfica).

Usar o método de teste correto para cada tipo evita falsos diagnósticos e assegura uma análise mais precisa.

Saber como diagnosticar o sensor de rotação defeituoso com precisão é essencial para evitar substituições erradas e garantir o funcionamento seguro do veículo. O ideal é sempre contar com ferramentas adequadas e, quando necessário, buscar auxílio técnico especializado.

 

Outras Possíveis Causas que Simulam o Mesmo Sintoma

Quando o motor não pega ou apresenta falhas na partida, é comum suspeitar do sensor de rotação com defeito. No entanto, existem outras causas que podem gerar sintomas semelhantes, confundindo o diagnóstico e levando à troca de peças desnecessárias. Por isso, é fundamental entender que nem sempre o problema está no sensor, e uma avaliação técnica completa é essencial.

 

Sensor de fase com defeito

O sensor de fase (ou sensor do comando de válvulas) trabalha em conjunto com o sensor de rotação para garantir o sincronismo correto do motor. Quando o sensor de fase apresenta falhas, ele pode causar partida difícil, falhas intermitentes ou até impedimento total da ignição, principalmente em motores mais modernos.

Apesar de o sensor de rotação ser o principal responsável pelo sinal de partida, o sensor de fase também é necessário em alguns modelos para definir o cilindro de ignição correto. Se ele estiver com defeito, a ECU pode errar na sequência de injeção e faísca.

Chicote elétrico rompido ou mal conectado

Mesmo que o sensor de rotação esteja em bom estado, um chicote rompido, corroído ou com mau contato pode interromper a comunicação com a ECU. Isso gera exatamente os mesmos sintomas de um sensor queimado: motor que não pega, falhas e até erro no scanner.

É fundamental verificar:

  • Continuidade dos fios

  • Conectores frouxos ou oxidados

  • Curto-circuitos causados por aquecimento, umidade ou desgaste

ECU com problema

A ECU (módulo eletrônico do motor) é a responsável por interpretar os sinais dos sensores e comandar todo o sistema de ignição e injeção. Se a central estiver com falha interna, ela pode não reconhecer corretamente o sinal do sensor de rotação, mesmo que este esteja funcionando.

Problemas na ECU podem gerar:

  • Códigos de erro falsos

  • Interrupções na partida

  • Falhas no funcionamento geral do motor

Esse tipo de falha exige diagnóstico especializado com ferramentas específicas.

Relé da bomba de combustível

Outro componente que pode simular sintomas de falha no sensor de rotação é o relé da bomba de combustível. Quando esse relé está com mau funcionamento, a bomba pode não ser acionada corretamente, impedindo o envio de combustível ao motor.

Assim, mesmo com a faísca funcionando, o motor não entra em combustão por falta de combustível, apresentando os mesmos sintomas de falha de sincronismo.

Imobilizador ou trava eletrônica

Muitos veículos modernos contam com sistemas de imobilizador, que bloqueiam o funcionamento do motor em caso de chave inválida, tentativa de furto ou falha eletrônica. Se o imobilizador estiver ativado ou com defeito, a ECU bloqueia o envio de sinal para o sensor de rotação, impedindo o motor de pegar.

Esse tipo de problema geralmente é indicado por uma luz de imobilizador piscando no painel ou mensagens de erro relacionadas à chave codificada.


Importante:
Nem sempre o problema está no sensor de rotação. Uma análise técnica completa, com uso de scanner, testes de continuidade e inspeção visual dos sistemas relacionados, é essencial para evitar gastos desnecessários e substituição de peças que não estão com defeito.

 

 

Como Resolver: Troca e Cuidados com o Sensor de Rotação

Após identificar que o problema está realmente no sensor de rotação defeituoso, é hora de realizar a substituição da peça com os devidos cuidados. Embora essa troca possa parecer simples, há etapas importantes que garantem o funcionamento correto do motor após a instalação

Como trocar o sensor de rotação com segurança

A troca do sensor de rotação deve ser feita com o motor frio e com o veículo em local plano e seguro. Antes de qualquer coisa, desconecte o cabo da bateria para evitar curtos ou interferência no sistema eletrônico.

Passos básicos para a troca:

  1. Identifique a localização do sensor (geralmente próximo ao virabrequim ou no bloco do motor).

  2. Desconecte o chicote elétrico com cuidado.

  3. Remova o parafuso de fixação com ferramenta adequada.

  4. Retire o sensor com atenção para não danificar o encaixe.

  5. Instale o novo sensor, respeitando o encaixe correto e a posição exata.

Evite forçar o sensor ou danificar o conector. Um erro na instalação pode gerar falhas de leitura e impedir o motor de funcionar.

Peças paralelas x originais: o que considerar

Na hora de escolher o novo sensor, surge a dúvida: usar peça original ou paralela?

  • Sensor original: Garante compatibilidade total com a ECU, durabilidade comprovada e maior confiabilidade. Indicado para quem busca segurança e longa vida útil.

  • Sensor paralelo: Pode ter menor custo, mas nem sempre oferece o mesmo padrão de qualidade. Há risco de incompatibilidade, baixa durabilidade ou leitura imprecisa.

Dica: Se optar por peças paralelas, escolha marcas reconhecidas no mercado automotivo e com boa reputação entre profissionais e consumidores.

Cuidados com a instalação: torque correto e distância da roda fônica

Durante a instalação, é fundamental:

  • Apertar o parafuso de fixação com o torque especificado pelo fabricante. Um aperto excessivo pode danificar o sensor ou o bloco do motor.

  • Manter a distância correta entre o sensor e a roda fônica (também chamada de roda dentada). Essa distância influencia diretamente na qualidade do sinal enviado à ECU.

Se a folga estiver fora do padrão, o sensor pode:

  • Não detectar a rotação corretamente;

  • Enviar sinais errados ou incompletos;

  • Apresentar falhas intermitentes.

Conferir esses detalhes garante que o novo sensor funcione com precisão e estabilidade.

Reset da ECU após troca: quando é necessário

Em alguns veículos, após a troca do sensor de rotação, é necessário realizar um reset da ECU para que o módulo reconheça o novo componente e elimine os códigos de erro antigos. Isso pode ser feito de duas formas:

  • Desconectando o polo negativo da bateria por alguns minutos (em casos simples).

  • Utilizando um scanner automotivo para apagar os códigos de falha e reinicializar os parâmetros.

A recomendação é sempre verificar o manual do veículo ou consultar um profissional para confirmar se o reset é exigido no seu modelo.

Teste após a substituição

Depois de instalar o novo sensor e fazer o reset da ECU (se necessário), é importante realizar testes para garantir que tudo está funcionando corretamente:

  • Verifique se o motor liga normalmente e sem falhas.

  • Monitore a marcha lenta e o desempenho nas primeiras acelerações.

  • Utilize o scanner automotivo para confirmar se não há novos códigos de erro registrados.

Se o motor funcionar bem e não houver falhas no sistema eletrônico, a troca foi bem-sucedida.

Realizar a troca do sensor de rotação com os devidos cuidados é essencial para restaurar o funcionamento do motor e evitar problemas futuros. Investir em uma boa peça, seguir as orientações de instalação e testar corretamente são passos fundamentais para manter seu carro funcionando com segurança e eficiência.

 

Como Evitar Problemas com o Sensor de Rotação

Prevenir falhas no sistema de injeção eletrônica é a melhor forma de garantir o bom funcionamento do motor e evitar transtornos como o motor não pegar por sensor de rotação com defeito. Com algumas práticas simples de manutenção e atenção aos sinais do veículo, é possível aumentar a vida útil desse componente e evitar paradas inesperadas.

 

Manutenção preventiva do sistema de injeção

O sensor de rotação faz parte do conjunto de componentes do sistema de injeção eletrônica e depende do bom estado geral do motor para funcionar corretamente. Por isso, é essencial manter uma manutenção preventiva regular, que inclui:

  • Limpeza periódica dos bicos injetores e corpo de borboleta;

  • Substituição dos filtros de ar e combustível no tempo certo;

  • Verificação do sistema de ignição (velas e bobinas);

  • Troca de óleo e fluido conforme a quilometragem.

Esses cuidados ajudam a evitar sobrecarga no sistema eletrônico e protegem sensores como o de rotação contra falhas por excesso de sujeira ou funcionamento irregular do motor.

Verificação periódica dos conectores e chicotes

Grande parte dos defeitos no sensor de rotação está relacionada a problemas simples, como conectores frouxos, oxidados ou chicotes danificados. Por isso, é importante fazer inspeções visuais periódicas, principalmente se o veículo circula em ambientes úmidos, empoeirados ou de muito calor.

Durante a verificação:

  • Observe se há sinais de ressecamento, rachaduras ou fios expostos;

  • Verifique se os encaixes estão firmes e limpos, sem acúmulo de sujeira ou umidade;

  • Em caso de sinal de desgaste, providencie a substituição dos cabos antes que o problema afete o sensor.

Um bom contato elétrico é essencial para que o sensor de rotação funcione de forma contínua e estável.

Fugas de óleo ou água que podem danificar o sensor

Um fator muitas vezes negligenciado é a presença de vazamentos no motor, especialmente de óleo ou líquido de arrefecimento, que podem atingir diretamente o sensor de rotação. Por estar geralmente localizado próximo ao virabrequim, o sensor pode ser contaminado facilmente por:

  • Óleo que escorre do retentor do virabrequim;

  • Vazamentos na junta da tampa do cabeçote;

  • Água do radiador ou da bomba que atinge a região por baixo do motor.

A contaminação do sensor por fluidos pode alterar sua leitura ou danificá-lo completamente. Portanto, sempre que houver sinais de vazamento, o ideal é resolver o problema imediatamente e verificar se o sensor foi afetado.

Reposição com peças de qualidade comprovada

Quando for necessário trocar o sensor, o ideal é utilizar sempre peças de qualidade comprovada, preferencialmente originais ou de marcas reconhecidas no mercado automotivo. O uso de sensores paralelos de baixa qualidade pode gerar:

  • Falhas de leitura intermitentes;

  • Vida útil reduzida;

  • Incompatibilidade com a ECU;

  • Retorno do problema pouco tempo após a troca.

Ao investir em uma peça confiável, você evita retrabalho, perda de tempo e novos custos com diagnósticos e manutenções corretivas.

Com essas práticas, é possível evitar problemas com o sensor de rotação e manter o sistema eletrônico do seu veículo funcionando de forma confiável. A prevenção é sempre o melhor caminho para garantir desempenho, economia e segurança no dia a dia.

 

Tabela Comparativa: Sensor de Rotação x Sensor de Fase

No sistema de gerenciamento eletrônico do motor, tanto o sensor de rotação quanto o sensor de fase são essenciais para garantir o funcionamento correto do veículo. Embora atuem juntos, esses sensores têm funções diferentes e impactam o motor de formas distintas. Entender suas particularidades ajuda no diagnóstico de falhas e na escolha correta da peça em manutenções.

 

Sensor de Rotação x Sensor de Fase – Comparação Direta

 

Característica Sensor de Rotação Sensor de Fase
Nome técnico Sensor de posição do virabrequim Sensor de posição do comando de válvulas
Localização Próximo ao virabrequim, geralmente no bloco do motor No cabeçote do motor, próximo ao comando de válvulas
Função principal Detectar a rotação e a posição do virabrequim Identificar a fase do comando de válvulas
Papel na partida Essencial — sem ele, o motor não pega Importante — em alguns motores, permite partida mesmo com falha
Sinal enviado à ECU Define o tempo de ignição e injeção Ajuda na sincronização fina do ciclo do motor
Tipo de sensor Indutivo ou hall Principalmente hall
Código de falha comum (DTC) P0335 P0340
Sintomas de falha Motor não liga, falhas na partida, apagões Falhas na ignição, perda de desempenho
Impacto da falha Crítico — pode impedir totalmente o funcionamento do motor Intermediário — pode permitir funcionamento limitado
Frequência de falha Comum, devido à exposição e uso contínuo Moderada, geralmente associada ao desgaste ou problemas elétricos

 

Como mostra a tabela, o sensor de rotação é mais crítico, pois sua falha pode impedir totalmente a partida do motor. Já o sensor de fase complementa o funcionamento, ajudando a central a identificar em qual tempo o motor está, especialmente em motores com injeção sequencial ou variador de fase.

Saber diferenciar esses dois sensores é essencial para evitar diagnósticos incorretos e garantir que o problema seja resolvido de forma definitiva, especialmente em casos em que o motor não pega ou apresenta falhas intermitentes.

 

Considerações Finais

Ao longo deste conteúdo, ficou claro que o sensor de rotação é uma peça fundamental para o funcionamento do motor. Ele é responsável por informar à ECU a rotação e a posição do virabrequim, dados que determinam o momento exato da ignição e da injeção de combustível. Quando esse sensor apresenta falhas, o resultado pode ser crítico: o motor não pega, mesmo com todos os outros sistemas aparentemente em ordem.

Por isso, é importante estar atento aos sintomas típicos de sensor de rotação com defeito, como dificuldade na partida, apagões inesperados, falhas na marcha lenta e códigos de erro como o P0335. Identificar corretamente essas falhas exige um diagnóstico preciso, preferencialmente com o uso de scanner automotivo, multímetro e inspeção detalhada do chicote elétrico.

Outro ponto essencial é a qualidade da peça utilizada na substituição. Optar por sensores originais ou de marcas reconhecidas evita problemas de compatibilidade, leituras incorretas e falhas recorrentes. Peças de baixa qualidade podem até funcionar inicialmente, mas comprometem a confiabilidade do sistema a médio e longo prazo.

Se você não tem experiência com diagnósticos ou reparos automotivos, a recomendação é sempre buscar uma oficina de confiança. Um profissional qualificado pode realizar os testes corretos, evitar trocas desnecessárias e garantir que o seu veículo volte a funcionar com segurança e eficiência.

Cuidar do sensor de rotação é cuidar do coração eletrônico do motor. Com atenção preventiva e manutenção de qualidade, você evita imprevistos e garante o bom desempenho do seu carro no dia a dia.


Perguntas mais comuns - Por Que o Motor Não Pega com Sensor de Rotação Defeituoso? Entenda os Sintomas, Diagnóstico e Soluções


Quando o sensor de rotação está com defeito, ele deixa de enviar informações corretas para a ECU, impedindo o sincronismo entre ignição e injeção. Como resultado, o motor não pega, pode falhar ou apresentar apagões durante o funcionamento.

O ideal é utilizar um scanner automotivo para verificar códigos de falha, como o P0335, além de testar o sensor com multímetro e inspecionar chicotes e conectores. Um diagnóstico completo evita trocas desnecessárias.

Na maioria dos casos, não é possível dar partida no motor se o sensor de rotação estiver completamente inoperante. Em situações de falha intermitente, o motor pode pegar com dificuldade ou funcionar de forma instável.

Não. O sensor de rotação monitora o virabrequim e é essencial para a partida. Já o sensor de fase monitora o comando de válvulas e ajuda no controle fino da injeção e ignição. Ambos trabalham juntos, mas têm funções distintas.

Injesan

Escrito por:

Isabela Justo


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